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10.02.2014 - JOTA DANGELO ESCREVE
 
Gazeta de São João Del Rei
Por Jota Dangelo em 08/02/2014
Na semana passada desisti de saber do Brasil. Decidimos, minha mulher e eu, comparecer à Festa de Iemanjá, no Bairro Rio Vermelho em Salvador, na Bahia. Tivemos sorte: na busca por hospedagem localizamos um hotelzinho barato, justamente na Avenida Rio Vermelho, de frente para o mar, 120 metros distante da igrejinha de onde parte o barco de oferendas. Na fachada do hotel há uma espécie de varanda, ampla, de onde era possível ver o movimento na avenida.
 
A festa começou com um foguetório que se instalou a cada hora a partir da meia-noite de sábado, dia 1º de fevereiro, já que dia 2 é consagrado a Iemanjá. Não foi possível dormir direito. Na manhã seguinte o movimento na
 
Avenida Rio Vermelho já era considerável. Uma fila quilométrica de pessoas portando braçadas e cestas de flores, além de miniaturas de barcos enfeitados estendia-se a perder de vista: eram as oferendas que deveriam ser depositadas no barco da procissão que só partiria às 16h.
 
Uma festa eminentemente popular. De 15 a 20 mil pessoas reunidas à beira-mar num footing permanente; centenas de barracas, particularmente de bebidas, mas também de comidas típicas da culinária baiana, como o acarajé. E mais espantoso: o preço das bebidas convidava ao consumo: três latinhas de 269ml por R$5!
 
Volta e meia surgia um grupo de batucada, às vezes uniformizado, outras não, e o samba comia rasgado, embora nos diversos equipamentos sonoros instalados no percurso onde se movimentava a massa humana a música que enchia o espaço era o Axé, a Timbalada. Pelo meio-dia, a multidão que ali se aglomerava era assustadora e só começou a diminuir depois de 22h. Fundamental: nenhuma briga, nenhum ato de violência. A polícia, sempre presente, em pequenos grupos, andando entre os participantes, mas sem ter qualquer trabalho. Uma festa brasileira, sacra e profana, misturando a devoção a Iemanjá e a alegria da dança e da música popular brasileira.
 
No baú da memória, naquele domingo em Salvador, no Rio Vermelho, busquei recordações do carnaval são-joanense: em 1975, o Bloco Magnatas do Samba desfilou com um samba de minha autoria que falava justamente da Festa de Iemanjá. Decorreram 39 anos antes que eu pudesse apreciar, in loco, a festa mais famosa da Bahia…O samba que fiz para o Magnatas do Samba não se perdeu: pelo menos o Dermeval (o Dedé do Raio) e eu guardamos a melodia, e numa destas segundas-feiras de janeiro, ali no Bar do Carlitos, fizemos um dueto:
 
No dia 2 de fevereiro lanço o saveiro no mar
Senhora dos Navegantes vou levar no meu veleiro
minha sorte vai mudar
Vou ter peixe o ano inteiro se a santa me ajudar
Acendo vela no terreiro pra minha promessa pagar
Maré mansa, maré cheia, tudo é bom pra marujar
Meu amor é um segredo, guardo nas conchas do mar
Lê-lê, onda do mar, vai quebrar onda do mar
Lê-lê-lê onda do mar, vai quebrar onda do mar
E quando a tarde escurece é que o arrastão vai começar
Quando sol desaparece é que eu começo a trabalhar
Ouço ao longe uma prece na capela do lugar
É a mulher do jangadeiro
Que reza pra ele voltar!
 


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