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19.02.2018 - TANCREDO NEVES: "PORQUE NÃO FUI CASSADO"
 
TANCREDO NEVES: "PORQUE NÃO FUI CASSADO"
Por Lúcio Flávio Baioneta
Acho que foi em 1956. Eu estudava como interno no Ginásio Santo Antônio, em São João Del Rey e, certa ocasião, fui chamado pelo professor de português, Dr. Elpydio Antônio Ramalho, que também fora meu professor no 4º ano de Ginásio e paraninfo na formatura de nossa turma.
Chamando-me pelos meus dois prenomes, e não pelo sobrenome Baioneta, como todo mundo o fazia, ele disse:
– Lúcio Flávio, o Dr. Tancredo de Almeida Neves, ex-aluno deste Ginásio, vem nos visitar e você foi escolhido para fazer, em nome do corpo discente, o discurso de saudação. Você pode fazê-lo?
Senti um frio no estômago, ou sei lá onde, mas senti. Não sabia como eu faria aquilo. Eu era um menino de quatorze anos. Redigir um discurso para uma figura tão importante e ter de lê-lo seria demais para mim. Por isso, humildemente, declinei do convite. Ao fazê-lo, vislumbrei um rubor na face do professor, um ligeiro desaponto. Refeito, ele argumentou:
– Você é capaz, tente! Se precisar, eu o ajudo. 
Fiquei em silêncio, pensando. Depois de algum tempo, aceitei e até agradeci. Fiz o tal discurso cujo texto, ou parte dele, está arquivado em alguma pasta. As imagens desse acontecimento eu ainda as tenho guardadas em dois lugares: no álbum de fotos e no meu coração.
Finalizado o Ginásio em 1957, no ano seguinte segui para o pensionato do Colégio Santo Antônio, da mesma Ordem dos Franciscanos Menores, na rua Pernambuco, 906, em Belo Horizonte. Em 1959, ainda na capital mineira, morei na pensão da Chiquita Bananeira, amiga querida de minha mãe. A pensão se localizava na rua Pouso Alegre, 635, no bairro Floresta. Depois, em 1960, na mesma cidade, eu e outros colegas sanjoanenses alugamos o apartamento 312, do edifício San Remo, na rua da Bahia, 1.162. Nosso vizinho de frente, no apartamento 313, era um baiano muito grande, desengonçado, que vivia vendendo bugigangas e era metido com política estudantil. Mais tarde, ele se tornou governador de Minas Gerais. Era o Newton Cardoso. Certa vez, quando lhe recordei dessa época, Newton Cardoso fez de conta que não se lembrava de nada. Há gente que, quando fica muito rico, esquece que um dia foi pobre; pensa que nasceu rico e que isso melhora a família toda. Na minha opinião, dá-se o contrário.
Em 1961, ingressei na Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais; em agosto de 1962, comecei a trabalhar, para pagar meus estudos, no Banco de Crédito Real de Minas Gerais, na agência da avenida Paraná. Em 1963, já trabalhava na agência central, na rua Espírito Santo, 485, no setor de cadastro. Formei-me em 1966. No ano seguinte, deixei o Credireal para ingressar no Grupo Financeiro Ipiranga (GFI), como gerente de crédito, dada a minha experiência em cadastro e análise de crédito. No início de 1968, fui promovido a gerente de filial e transferido para Curitiba. Em 1969, já superintendente da região nordeste e norte do Brasil, morando em Recife, recebi pelo malote interno da empresa um memorando avisando que o Dr. Tancredo Neves iria se encontrar comigo para montarmos a venda de ações da Cia. de Cimento Paraíso. Ele tinha interesse nesta venda. Tinham se passado treze anos desde o nosso último e único encontro.
Fui recepcioná-lo no aeroporto dos Guararapes e levei-o para jantar em minha casa. À medida que a conversa fluía, ele foi juntando pedaços de lembranças e, num dado momento, disse:
– Baioneta, foi você que fez aquele discurso no Ginásio Santo Antônio, quando fui homenageado?
Era um político extraordinário. Lembrava-se de tudo, de todos os detalhes. Eu fiquei orgulhoso e impressionado. Passamos juntos uns três dias, visitando diversos investidores. Vendemos bastante, bem acima do esperado.
Depois, seguimos para Salvador, onde ficamos hospedados no Hotel da Bahia, na praça Dois de Julho. Como ele gostava de acordar muito cedo, pediu que eu marcasse a visita a nossa filial para as oito horas. Eu conhecia os hábitos na Bahia e resolvi marcar a visita para as nove horas. Avisei sobre ela a todos os gerentes, secretárias e alguns funcionários.
Às oito, ele já estava pronto, no hotel. Eu enrolei um pouco e, depois de alguma prosa, avisei que a visita seria às nove. Notei que ele não gostou, mas não reclamou. Era muito educado.
Chegamos à filial, às nove, onde não encontramos quase ninguém, apenas duas senhoras que faziam a limpeza. Pedi-lhes que abrissem a sala de reuniões, onde sentamos e começamos a conversar. Tínhamos muita coisa em comum. Estudáramos no mesmo colégio; meu tio e conterrâneo, Dr. Álvaro Vianna, era também advogado particular do Dr. Tancredo; eu tinha trabalhado no Credireal e ele tinha sido presidente desse Banco; eu tinha como colega de trabalho o Dr. Ronaldo do Valle Simões, que era genro do Dr. Tancredo por ser casado com a Maria do Carmo; ele gostava muito do Juscelino, eu mais ainda; ele conhecia muita gente da família de minha esposa, os Canabrava, em especial o Dr. Dalton Canabrava, que foi deputado estadual e federal, e por algum tempo ocupou a cadeira do Governo de Minas; eles eram do mesmo partido, o MDB, hoje conhecido como PMDB. Ele me perguntou ainda sobre muita gente de Curvelo e o papo foi indo. Dr. Tancredo tinha uma memória privilegiada, uma arma poderosa para quem quer ser político.
Às dez horas, ainda não tinha aparecido ninguém no escritório. Às dez e vinte apareceram as duas secretárias da gerência da filial. Uma delas tinha sido eleita miss Bahia e a outra miss Salvador, concursos que à época valorizavam muito a beleza da mulher brasileira. Estavam ambas trajando uniforme da empresa, com as adaptações feitas por elas. Usavam saias muito curtas. Era a época das minissaias que, na Bahia de Todos os Santos e de Todos os Deuses, para alegria deles, eram menores ainda. Eram duas baianas de tirar o fôlego de qualquer um, mas o Dr. Tancredo observou-as num rápido olhar, discreto, e continuou a conversar comigo como se nada tivesse acontecido. No entanto, quando uma delas foi ao arquivo pegar uma pasta que inocentemente eu tinha pedido, ela teve de se inclinar porque a pasta solicitada estava na gaveta mais baixa. Aí, naquela posição, apareceu até a alma da funcionária. Dr. Tancredo, sempre inteligentíssimo em seus comentários, disse:
– Acho que este uniforme está mais para agência de turismo do que para grupo financeiro.
Passado um tempo, levantou-se, educadamente se despediu das duas funcionárias, deixou um abraço para os gerentes que não tinham aparecido e fez mais um dos seus comentários:
– Aqui na Bahia, acho que, quando acontece de ter expediente, é só na parte da tarde.
Palavras de quem conhecia profundamente o Brasil e os hábitos dos brasileiros. Nunca, em toda a minha gestão no Nordeste do Brasil, consegui fazer funcionar de modo total a filial da Bahia. Ora havia festa de um santo, ora um feriado, ou um batizado, ou um casamento. Cada funcionário comemorava quatro ou cinco aniversários por ano; iam a velório de parentes numa frequência como se existisse uma guerra. Quando terminavam todos os argumentos imagináveis para não trabalhar, surgia o último: "Deu uma preguiça, meu rei! Só vendo. Oxente, viu!" Do dia oito de dezembro, dia do Senhor do Bonfim, até final de março ou princípio de abril, no domingo de Aleluia, a Bahia parava.
Naquele dia, Dr. Tancredo e eu visitamos alguns pontos turísticos de Salvador, comparamos o barroco das igrejas de Salvador com o das históricas cidades mineiras. Tivemos grande papo. À noite, fizemos o lançamento das ações no Iate Clube da Bahia. Foi um enorme sucesso de vendas. Festa é naquela cidade mesmo. Funciona. No dia seguinte, ele me agradeceu o esforço que fiz para ajudá-lo e despedimo-nos no Aeroporto Dois de Julho.
Em 1971, encontramo-nos novamente na sede do Grupo Financeiro, no Rio de Janeiro, na rua do Ouvidor, 90, no sexto andar, onde ficava a sala do dono do Grupo. Dr. Tancredo fez uma festa danada quando me viu. Conversamos bastante. Com o tempo, passamos a nos ver mais. O Grupo tinha adquirido o Banco Almeida Magalhães, de São João Del Rey. Ele se transformou em Banco Comercial Ipiranga, que foi engolido pelo Banco de Crédito Nacional (BCN), por sua vez comprado pelo Banco Brasileiro de Descontos, hoje conhecido como Bradesco.
Mais tarde, certa ocasião, fiquei encarregado de apanhar Dr. Tancredo, às cinco da manhã, no local onde ele morava na avenida Atlântica, em Copacabana. Cheguei pontualmente e ele já me aguardava. Iríamos juntos assistir a uma palestra sobre drenagem de áreas úmidas, de turfa, na fazenda da Tosana Agropecuária, em Barra do Rio São João, perto de Rio das Ostras.
Deste ponto do conto até o seu final, não tenho como comprovar nada do depoimento que farei. Não sei, e talvez nunca saberei, se algum parente ou pessoas de relacionamento estreito do Dr. Tancredo sabem o que vou contar. Nunca vi isso escrito em lugar nenhum. Creio que jamais algum jornalista ou alguém falou sobre o que irei narrar.
Vamos lá.
Estávamos só nós dois no carro. Eu sabia que Dr. Tancredo não gostava de conversar por telefone e que cartas, nem de amor, ele escrevia. Depois de muitos quilômetros rodados, num intervalo da prosa, eu fiz a pergunta que andava me acompanhando há muitos anos:
– Dr. Tancredo, eu queria lhe fazer uma pergunta que anda me intrigando muito. Posso fazer?
Ele ficou em silêncio alguns segundos e, antes de responder minha pergunta, ele me disse algo que iria me acompanhar pelo resto de minha vida. Lembro-me claramente de cada palavra.
– Baioneta, no Brasil você tem de se preocupar com três coisas, só com estas três coisas. O resto a gente resolve, mas estas três coisas são perigosas. Tome muito cuidado com elas. A primeira coisa é fato novo. Quando aparecer, em conversa, a expressão "fato novo", você pode ficar atento porque vai mudar todo o rumo do negócio. Do trato, do combinado, do acertado, enfim o que era passa a não ser mais. Quando alguém lhe telefonar dizendo que aconteceu um fato novo, pode ficar atento a isto porque vai mudar tudo. Observe bem e me conte. A segunda coisa com a qual você tem de tomar cuidado é com a tal frase intercalada. É comum a gente ler um parecer enorme, cheio de arapucas, meias palavras, etc. com a ocorrência de vírgula – aspas – frase intercalada – aspas. Pode observar e você verá que a frase intercalada, que normalmente começa com "desde que" muda inteiramente todo o relatório. Nessas horas você pensa que está aprovando ou aprendendo alguma coisa e é tudo ao contrário. Cuidado com a frase intercalada. Outra coisa, a terceira regra, que parece com essa tal frase intercalada, mas é mais usada por advogados, juízes, ministro e malandros, é o conhecido "parágrafo de lei". Nossas leis, Baioneta, já são complexas em sua redação. Algumas vezes, ou em sua maioria, elas nos levam a dúbias interpretações. E como se isto não bastasse, incluem-se nelas muitos parágrafos. É por esses parágrafos que escapam os bandidos e são beneficiados os malandros. Observe cuidadosamente. Cuidado com os parágrafos de lei. O parágrafo de lei é mais importante que a própria lei.
Dito tudo isto, ficou algum tempo em silêncio e depois, com muita calma, ele me perguntou:
– Qual é mesmo a pergunta que você quer me fazer?
Eu estava, naquele exato momento, mentalmente bloqueado, memorizando todas as palavras de um mineiro que foi um dos maiores vultos políticos do Brasil no século XX. Lembro-me hoje do discurso que ele pronunciou em quinze de janeiro de 1985, quando foi eleito Presidente do Brasil, época em que se encerrava o período dos militares no governo do Brasil. Incluo esse discurso dentre os cem melhores discursos históricos da humanidade. Não existe, naquela peça oratória, uma única frase que possa ser dispensada. Todas carregam profundos ensinamentos. São únicas, insubstituíveis, eternas. Ecoarão nas mentes e no coração de cada brasileiro até o final dos tempos. Sempre tive, tenho e terei por ele uma profunda admiração.
Como não respondi, ele voltou a dizer:
– Baioneta, qual é mesmo a pergunta?
Respirei fundo, controlei-me e disse pausadamente:
– Dr. Tancredo, o senhor foi um homem que acompanhou Getúlio Vargas até o último instante. Pouco antes de ele se matar, ele lhe entregou uma caneta Parker 21 dizendo "para o amigo certo das horas incertas". Depois, o senhor foi primeiro-ministro, num regime parlamentarista, para viabilizar a posse de Jango Goulart, quando ele foi deposto pela Revolução de 31 de março. Ao partir para o exílio, o senhor o acompanhou até a porta do avião. Daí vieram os militares e o senhor votou contra a eleição do Castello Branco, sendo que o Juscelino votou a favor e foi cassado. Então, me diga uma coisa, só uma coisa: 
– Por que o senhor não foi cassado pela Revolução de 64?
Ele me olhou fixamente, passou a mão pelos ralos cabelos, ajeitou-se no assento do carro, deu um sorriso bem-mineiro, passou novamente a mão pelos cabelos, não mordeu a ponta da gravata como tinha costume porque estava sem ela, examinou instintivamente o ambiente, olhou longe na estrada, buscou a linha do horizonte, e começou a falar:
– Baioneta, eu vou lhe dizer uma coisa. Você pode acreditar ou não, não tenho como provar, mas eu acho que foi isto que vou lhe contar que me salvou da cassação. Era uma noite muito chuvosa. Eu já morava naquele apartamento onde você me apanhou, hoje cedo lá em Copacabana. Lá pelas duas horas da madrugada, o telefone tocou até desligar. tocou novamente e aí eu pensei que deveria ser um assunto muito urgente. Atendi, era o general Juarez Távora. Você se lembra dele?
– Lembro-me perfeitamente.
– Depois dos cumprimentos de praxe, o general falou: "Dr. Tancredo, eu soube agora que a esposa do general Castello, dona Argentina, faleceu lá no Nordeste, acho que no Recife, e o corpo vai chegar à Base Aérea do Santos Dumont. Como ela é mineira, acho que de sua terra, eu estou lhe avisando. Você entendeu?" Depois de saber do horário previsto para chegada do corpo, nós nos despedimos sem delongas.
Eu continuava atento, como nunca, àquela história que Dr. Tancredo continuava me contando.
– Baioneta, naquela hora, eu tentei dormir novamente e não consegui. Insisti e não adiantou. Alguma coisa me tirava o sono e me criava ansiedade, como um alarme. Eram tempos agitados, com muitas reuniões secretas, grupos que se formavam e se desfaziam, muitas conspirações. O terreno era muito perigoso. Eu queria, mas não sabia para quem telefonar àquela hora da madrugada para saber se era verdade a história do traslado do corpo. Temia que meu telefone estivesse grampeado, até mesmo pelo próprio general Távora para saber se eu acreditava nele ou não. E se fosse uma sondagem? Eu meditava, angustiado. Não tinha como saber a verdade da informação. O sono me abandonou de vez. Fiquei olhando a chuva cair e pensando no que fazer. Por fim, vi que só havia um jeito de descobrir a verdade. Levantei-me, avisei o motorista que iria precisar do carro e fui tomar um banho. A chuva continuava. Cheguei na base aérea e percebi que o general tinha avisado às sentinelas da guarita que eu iria chegar. Eles me identificaram rapidamente, num simples olhar, e abriram a cancela. Entrei. Tinha certeza de que alguma coisa de muito importante iria acontecer. Sempre que eu tinha aqueles sentimentos, alguma coisa mudava a minha vida. Não sei explicar, mas mudava. Encontrei o general Távora debaixo de uma marquise, protegendo-se da chuva. Cumprimentou-me educadamente. Não tinha mais ninguém, mais ninguém mesmo, esperando o corpo. Só eu e o general.
Aquele relato estava me deixando impressionado. O Dr. Tancredo, sem interrupções, continuou:
– Passados alguns instantes, chegou o general Castello Branco. Inicialmente, cumprimentou o general e em seguida cumprimentou-me, polidamente. Nós nos conhecíamos da Escola Superior de Guerra; ele era o diretor quando eu fiz o curso lá. Estava visivelmente abatido. Era um homem que normalmente não demonstrava seus sentimentos, um estóico. No entanto, naquele momento, ele não conseguia disfarçar a perda da companheira tão amada, não escondia a dor. Pensei se nos campos de batalha da Itália, onde ele serviu o Brasil, ele sofrera tanta dor. O corpo chegou, eu ajudei a retirar o caixão do avião e colocar no carro fúnebre. O general afastou-se alguns passos. Fechou-se o carro. O general Castello apertou a minha mão e disse com a voz embargada: "Dr. Tancredo, eu nunca vou me esquecer deste momento. Pode ter certeza disto. Seu gesto de carinho para com minha esposa, sua conterrânea, marcou-me profundamente. Obrigado!" Dito isso, o general Juarez Távora abraçou-me, entrou com o general Castello no mesmo carro e partiram.
Eu seguia atento aquela narrativa de conteúdo inesperado. Dr. Tancredo prosseguia:
– Militares amigos meus, que participaram da Casa Civil e da Casa Militar no governo do general Castello Branco, disseram-me que, nas diversas vezes em que meu dossiê estava para ser assinado, consumando minha cassação, o general Castello o transferia de lugar, colocava-o como último na pilha de documentos a serem despachados. E soube também que, quando o general Castello Branco deixou o governo, ele pediu ao general Costa e Silva que eu não fosse cassado. O Costa e Silva não esqueceu o pedido.
Eu estava perplexo. Dr. Tancredo finalizou:
– Baioneta, só posso atribuir a esse capricho do destino a razão de eu não ter sido cassado. Não há outro motivo. Não me lembro de outro.
Eu não consegui falar nada. Minha dúvida tinha desaparecido.


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